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terça-feira, 23 de julho de 2024

Sobre como Brincar é importante...

O brincar na escola desempenha um papel crucial no desenvolvimento integral da criança, sendo respaldado por uma vasta gama de estudos científicos. Brincar não é apenas uma atividade lúdica, mas um componente essencial do desenvolvimento cognitivo, social, emocional e físico. Promove o desenvolvimento cognitivo, pois estimula a curiosidade e a exploração, habilidades fundamentais para a aprendizagem. Crianças que brincam regularmente demonstram melhor capacidade de resolução de problemas e pensamento crítico. Atividades lúdicas incentivam a imaginação e a criatividade, elementos cruciais para a inovação e pensamento flexível. De acordo com Piaget, o brincar é essencial para a construção do conhecimento, pois permite que a criança interaja com o mundo ao seu redor de maneira significativa e envolvente.

Além disso, brincar favorece o desenvolvimento social. Durante o brincar, as crianças aprendem a compartilhar, negociar, cooperar e resolver conflitos. Essas interações sociais são fundamentais para o desenvolvimento de habilidades interpessoais e empatia. Estudos mostram que crianças que têm mais oportunidades de brincar desenvolvem melhores habilidades sociais e são mais capazes de formar amizades e relacionamentos saudáveis.

No aspecto emocional, o brincar atua como um importante meio de expressão e regulação emocional. As crianças utilizam o brincar para processar emoções e situações difíceis, ajudando-as a compreender e lidar com seus sentimentos. Isso contribui para o desenvolvimento de resiliência emocional, um fator essencial para o bem-estar a longo prazo.

Fisicamente, o brincar, especialmente o brincar ativo, é vital para o desenvolvimento motor. Através de atividades físicas lúdicas, as crianças desenvolvem coordenação, equilíbrio, força e habilidades motoras finas. O brincar ao ar livre, em particular, tem sido associado à melhor saúde física e à prevenção de obesidade infantil.

Por fim, é importante destacar que o brincar deve ser integrado de forma equilibrada e regular no ambiente escolar. Escolas que priorizam o brincar em suas rotinas educativas observam benefícios significativos no comportamento, motivação e desempenho acadêmico das crianças. O brincar é, portanto, um direito fundamental da criança e deve ser valorizado e incentivado em todos os contextos educativos. 

Silvia Estevam

sexta-feira, 19 de julho de 2024

Viver a vida como você sabe

A vida é bela, mesmo repleta de surpresas e desafios. Cada dia é uma oportunidade única para aprender, crescer e experimentar novas emoções. Os desafios que enfrentamos, embora muitas vezes difíceis, são as experiências que nos moldam, fortalecem e nos ensinam resiliência.

As surpresas, sejam boas ou más, nos lembram que a vida é imprevisível e que devemos valorizar cada momento. A beleza da vida está na sua diversidade e na capacidade de nos surpreender. Enfrentar desafios nos permite descobrir forças que não sabíamos que possuíamos, enquanto as surpresas podem trazer alegria e novas perspectivas.

Portanto, viver plenamente significa aceitar tanto as dificuldades quanto as alegrias, apreciando o fato de que cada experiência contribui para a nossa jornada. Afinal, é a soma de todas essas experiências que torna a vida verdadeiramente bela.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Lembranças...

Lembro-me da imaturidade de meus dias de criança e das coisas mal pensadas e descabíveis que fazia. Não era nada de mais, apenas uma traquinagem aqui, outra mais ali...
Havia uma inocência que jamais será resgatada, jamais... E nem mesmo esquecida.
Hoje, vejo que grande parte do que sou, devo a infância alegre e protegida que tive, ao amor incondicional da família, aos amigos da escola e de brincadeiras que já nem existem mais.
Naquela época chocolate era luxo, assim como a margarina no meio do pão. Lanche para levar a escola quase não tínhamos, quanto mais dinheiro para torrar na cantina. Vivíamos na fila da "sopa" da escola. Vivíamos , aliás, muito bem, obrigado.
Estudávamos todos os dias um pouco em casa pois os professores davam sempre chamada oral sobre as matérias vistas na semana. Toda sexta-feira cantávamos o hino nacional e hasteávamos a bandeira.
Hoje, as crianças brincam com um jogo onde se bater nos outros ganha-se dinheiro, escutam músicas que decoram rapidamente, de linguagens chulas e que depreciam alguém, enquanto o hino nacional é esquecido, pintam o rosto e as unhas com a naturalidade desse tempo.
A roupa quanto mais cara melhor... Celulares, tênnis, computadores e vídeo games...
Me lembro bem daquela época quando eu não tinha nada disso e nem os outros também...
Tempos antigos... que agora são mera lembranças.

Bjs no coração

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Sem Vontade..

Sem vontade, me ponho, me vejo, me incomodo e me detenho...
Sem vontade de tirar a poeira dos móveis, sem vontade de fazer a caminhada diária, sem vontade de fazer o jantar...
Vejo inopinadamente as pessoas correndo em busca de algo que acham ser imprescindível em suas vidas para depois descobrirem que todo o seu esforço e tempo foram gastos em coisas vãs e sem importância.
O que é certo para você e o que é certo para mim...
O que você sente quando enxerga, e o que eu sinto, ou não sinto...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Eis a tão falada "ÉTICA"

Falamos sobre ética a todo momento... é que ela está na moda, pessoal.
Onde quer que você estude ou seja lá o que você escolheu na faculdade, (creia!) em algum momento terá essa discussão em pauta.
Acho excelente isso... embora pode parecer que seja contra, mas me decepciona o fato de todos saberem que a dona ética existe mas não aprendem o valor dela. Após tanta discussão em aula, após exemplos de pessoas bem sucedidas que fazem uso incessante dela, onde é que ela está no dia a dia de pessoas como nossos gestores, nossos médicos, profissionais de todo calibre?
Ouvi outro dia uma história de alguém que por motivos óbvios não direi o nome, que só não reclama de seu gestor pois será dispensada ou não terá seu salário integral no mês.
Pasmem, ainda há profissionais que são avaliados mensalmente por um tipo de ônus desempenho. fico pensando se na hora de avaliar a ética é totalmente usada no caso de " se eu não gosto dela (e)".
Ah, impunidade de maiores.
Quando se fala de impunidade logo pensamos naquele assassino que não cumpre pena por um mal julgamento, ou naquele politico que não precisamos nem entrar no mérito.
mas e nossos gestores?
Sabe aquele colega de trabalho que cismou que você vale menos que ele e te espezinha?
Você não diz nada pois é amigo do chefe?
Ah, não... pior ainda é o próprio chefe??
A ÉTICA está no ser humano como genética, mas é necessário ser lapidado pelos pais e cuidadores dessa geração mal fadada a palavras mal interpretadas e amizades virtuais mais importantes que a própria família.
A ÉTICA não se compra, mas pode ser avaliada através das atitudes que tomamos no dia a dia...
Qual o valor que você tem???
Qual a grandeza de suas ações e pensamentos?????

domingo, 25 de janeiro de 2009

COMO VOCÊ ENCARA ...


SEUS PROBLEMAS





Certa vez, perguntaram para um sábio:

- Por que existem pessoas que saem facilmente dos problemas mais complicados, enquanto outras sofrem por problemas muito pequenos, morrem afogadas num copo de água?





O sábio sorriu e contou esta história...





"Era um sujeito que viveu toda sua vida, fiel as palavras de DEUS.

Quando morreu, todo mundo falou que ele iria para o céu.

Um homem tão bondoso quanto ele somente poderia ir para o Paraíso.

Ir para o céu era importante para aquele homem, mas houve um erro em sua chegada ao céu.





O Homem que o recebeu, deu uma olhada rápida nas fichas em cima do balcão e, como não viu o nome dele na lista, lhe orientou para ir ao Inferno.

E no Inferno, você sabe como é, ninguém exige crachá nem convite, qualquer um que chega é convidado a entrar.

O sujeito entrou lá e foi ficando.





Alguns dias depois, Lúcifer chegou furioso às portas do Paraíso para tomar satisfações com a pessoa que lhe havia enviado.


- Isto é injusto! Nunca imaginei que fossem capazes de uma baixaria como essa.

Isso que vocês fizeram não é justo!





Sem saber o motivo de tanta raiva, o Homem da recepção perguntou, surpreso, do que se tratava.

Lúcifer, transtornado, desabafou:

- Você mandou aquele sujeito para o Inferno e ele está fazendo a maior bagunça lá.

Ele chegou escutando as pessoas, olhando-as nos olhos, conversando com elas.





Agora, está todo mundo dialogando, se abraçando, se beijando. O inferno está insuportável, parece o Paraíso!

E então fez um apelo:

- Por favor, pegue aquele sujeito e traga-o para cá!"





Quando o sábio terminou de contar esta história olhou-me carinhosamente e disse:

- Viva com tanto amor no coração que se, por engano, você for parar no Inferno, o próprio demônio lhe trará de volta ao Paraíso.





Problemas fazem parte da nossa vida, porém não deixe que eles o transformem numa pessoa amargurada. As crises vão estar sempre se sucedendo e às vezes você não terá escolha.

Sua vida está sensacional e de repente você pode descobrir que uma pessoa amada está doente; que o seu casamento ou relacionamento está quase no fim, que o seu trabalho não está sendo prazeroso, que a política econômica do governo mudou; isso traz infinitas possibilidades de problemas.





JESUS disse...

Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. (João 16 : 33)

As crises você não pode escolher, mas pode escolher a maneira de como enfrentá-las.
No final, você verá que os problemas não eram tão grandes assim.

Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; (Isaías 53 : 4)





Não diga para DEUS o tamanho dos seus problemas, mas diga para o seus problemas o tamanho do seu DEUS.



Enviado por Debora Prado

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Eternamente assim...

Recentemente meu pai se emocionou ao relembrar sua vida quando pequeno, e eu me senti impotente...
Não damos valor aos nossos pais, não perguntamos frequentemente a eles coisas de que se lembram, coisas boas ou fatos ruins, não importa muito, contanto que percebam que existem e que percebamos que co-existimos.
Que seria de nós sem o passado deles?
Não da para sentirmos incomodo ao conversarmos com essas pessoas maravilhosas que nos deram sua saúde, em muitos casos para que fossemos alguém de índole maculada.
Quero fechar meus olhos algum dia e lembrar do cheiro dele, de seu riso fácil, de sua lágrima fácil... de seu apoio incondicional.
Quero pensar que tudo será eterno, inclusive ele... não, não me digam ser impossível, pois aprendi por esses tempos que não há tempo sem possibilidades alguma.
Nem tirem dele o sonho...
Um sonho ruim de quando era menino e sem pais para abraça-lo passava noites com frio e chorava pelos entes queridos. Tantas promessas feitas a ele... tanta desilusão... antigamente e hoje.
Pais desnaturados mortos antes do tempo. Desnaturados por serem fatal e precocemente mortos.
Filhos desnaturados hoje que nada acrescentam a vida de pessoas como ele.
Meu coração se envergonha por ser eu uma filha que chora e pouco pode fazer para desfazer a tristeza do coração de meu pai.

Meu pai... cujo sonho se perdeu e confundiu-se com os sonhos dos filhos, assim como os meus se confundem e tento me convencer ser a vez dos sonhos de meus filhos, e que depois retomarei os meus.
Nada é em vão...
Meu Pai o que tenho para lhe falar é que não chore, és o meu herói e sempre será eterno...
Somente não chore.

Amo-te eternamente...

De sua filha,


Silvia.

sábado, 1 de novembro de 2008

Quando me amei de verdade

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.

E, então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome...

Auto-estima.





Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra as minhas verdades.

Hoje sei que isso é...

Autenticidade.





Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente
e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.

Hoje chamo isso de...

Amadurecimento.





Quando me amei de verdade, comecei a perceber

como é ofensivo tentar forçar
alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.

Hoje sei que o nome disso é...

Respeito.





Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável ... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo.
De início, minha razão chamou essa atitude de egoísmo.

Hoje sei que se chama...

Amor-próprio.





Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre e desisti de
fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.

Hoje sei que isso é...

Simplicidade.





Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei menos vezes.

Hoje descobri a...

Humildade.





Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me
preocupar com o Futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.

Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é...

Plenitude.





Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.

Tudo isso é....

SABER VIVER!





“Não devemos ter medo dos confrontos...
Até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas.”



(Charles Chaplin)

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Pensar é Ser!!

Um sábio escreveu que "o mais infeliz dos homens é aquele que assim se julga, porque a desgraça depende menos das coisas que sofremos do que da imaginação com que aumentamos a própria infelicidade". O mais infeliz dos homens é aquele que assim se julga. Uma grande verdade, porque felicidade e infelicidade são estados mentais, e não os acontecimentos, em si, que fazem uma pessoa feliz ou infeliz, mas a idéia que essa pessoa faz desses acontecimentos. Uma outra frase diz: "os tristes dizem que os ventos gemem; os alegres acham que os ventos cantam".Tudo é questão de ética mental. Você vê e sente através da mente. Pode ser que tenha errado, feito besteiras, fracassado, mas ninguém é infalível ou perfeito. Mas ao invés de ficar aí se lamentando pelos cantos da casa, ou pelos consultórios psiquiátricos, levante a cabeça, corrija a direção do seu barco e siga em frente. Ficar se lamentando é uma maneira de perder tempo e vida.
Siga em frente. As vezes, o barco bater num galho de árvore, sofre o atrito de um banco de areia, choca-se com outro barco, mas seguindo em frente você somente ficará com a parte boa do acontecido, que é a lição para acertar melhor o roteiro e a certeza de que está chegando sempre mais próximo do objetivo.
Se for adiante, poderá acertar a rota. Se ficar parado, a chorar o leite derramado, jamais chegará onde deseja.
Por todas essas considerações, você percebe que a sua mente faz a sua felicidade ou infelicidade, o sucesso ou a depressão, enfim a sua vida.
Preste bem atenção ao conteúdo das suas reflexões diárias sobre os fatos e situações, pois aí está a explicação do que lhe acontece. Se vive se queixando da vida, achando que não adianta fazer nada, vendo fantasmas e demônios por toda parte, sua vida irá de mal a pior, pois o que você planta na mente, colhe na realidade. Inunde sua mente, a sua alma, o seu coração, com a energia da felicidade.
Proclame interiormente a felicidade, imagine-se feliz e verá que esta causa mental trará consigo o efeito correspondente.
Pensar é ser...

***Enviada por uma amiga...

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Exercitar a Vontade Naquilo que Podemos Ter de Melhor


Ponho-me a pensar na quantidade dos que exercitam o físico, e na escassez dos que ginasticam a inteligência; na afluência que têm os gratuitos espectáculos desportivos, e na ausência de público durante as manifestações culturais; enfim, na debilidade mental desses atletas de quem admiramos as espáduas musculadas. E penso sobreutdo nisto: se o corpo pode, à força de treino, atingir um grau de resistência tal que permite ao atleta suportar a um tempo os murros e pontapés de vários adversários, que o torna apto a aguentar um dia inteiro sob um sol abrasador, numa arena escaldante, todo coberto de sangue - não será mais fácil ainda dar à alma uma tal robustez que a torne capaz de resistir sem ceder aos golpes da fortuna, capaz de erguer-se de novo ainda que derrubada e espezinhada?! De facto, enquanto o corpo, para se tornar vigoroso, depende de muitos factores materiais, a alma encontra em si mesma tudo quanto necessita para se robustecer, alimentar, exercitar. Os atletas precisam de grande quantidade de comida e bebida, de muitos unguentos, sobretudo de um treino intensivo: tu, para atingires a virtude, não precisarás de dispender um tostão em equipamento! Aquilo que pode fazer de ti um homem de bem existe dentro de ti. Para seres um homem de bem só precisas de uma coisa: a vontade.

Em que poderás exercitar melhor a tua vontade do que no esforço para te libertares da servidão que oprime o género humano, essa servidão a que até os escravos do mais baixo estrato, nascidos, por assim dizer, no meio do lixo, tentam por todos os meios eximir-se? O escravo gasta todas as economias que fez à custa de passar fome para comprar a sua alforria; e tu, que te julgas de nascimento livre, não estás disposto a gastar um centavo para garantires a verdadeira liberdade?! Escusas de olhar para o cofre, que esta liberdade não se compra. Por isso te digo que a «liberdade» a que se referem os registos públicos é uma palavra vã, pois nem os compradores nem os vendedores da alforria a possuem. O bem que é a liberdade terás tu de dá-lo a ti mesmo, de o reclamar a ti mesmo! Liberta-te, para começar, do medo da morte (já que a ideia da morte nos oprime como um jugo), depois do medo da pobreza. Para te convenceres de que a pobreza não é em si um mal bastar-te-á comparares o rosto dos pobres com o dos ricos. Um pobre ri com mais frequência e convicção; nenhuma preocupação o aflige profundamente; mesmo que algum cuidado se insinue nele depressa passará como nuvem ligeira. Em contrapartida, aqueles a quem o vulgo chama «afortunados» exibem uma boa disposição fingida, carregada, contaminada de tristeza, e tanto mais lamentável quanto, muitas vezes, nem sequer podem mostrar-se abertamente infelizes, antes se vêem forçados, entre desgostos que lhes roem o coração, a representarem a comédia da felicidade!

Séneca, in 'Cartas a Lucílio'

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

"Depoimento de Rita Lee"

"Eu tinha 13 anos, em Fortaleza, quando ouvi gritos de pavor.
Vinham da vizinhança, da casa de Bete, mocinha linda, que usava tranças. Levei apenas uma hora para saber o motivo. Bete fora acusada de não ser mais virgem e os irmãos a subjugavam em cima de sua estreita cama de solteira, para que o médico da família lhe enfiasse a mão enluvada entre as pernas e decretasse se tinha ou não o selo da honra. Como o lacre continuava lá, os pais respiraram, mas a Bete nunca mais foi à janela, nunca mais dançou nos bailes e acabou fugindo para o Piauí, ninguém sabe como, nem com quem.

Eu tinha apenas 14 anos, quando Maria Lúcia tentou escapar, saltando o muro alto do quintal da sua casa para se encontrar com o namorado. Agarrada pelos cabelos e dominada, não conseguiu passar no exame ginecológico. O laudo médico registrou vestígios himenais dilacerados, e os pais internaram a pecadora no reformatório Bom Pastor, para se esquecer do mundo. Realmente; esqueceu, morrendo tuberculosa. Estes episódios marcaram para sempre e a minha consciência e me fizeram perguntar que poder é esse que a família e os homens têm sobre o corpo das mulheres?

Ontem, para mutilar, amordaçar, silenciar. Hoje, para manipular, moldar, escravizar aos estereótipos. Todos vimos, na televisão, modelos torturados por seguidas cirurgias plásticas. Transformaram seus seios em alegorias para entrar na moda da peitaria robusta das norte americanas. Entupiram as nádegas de silicone para se tornarem rebolativas e sensuais, garantindo bom sucesso nas passarelas do samba.

Substituíram os narizes, desviaram costas, mudaram o traçado do dorso para se adaptarem à moda do momento e ficarem irresistíveis diante dos homens. E, com isso, Barbies de facaria, provocaram em muitas outras mulheres - as baixinhas, as gordas, as de óculos - um sentimento de perda de auto-estima. Isso exatamente no momento em que a maioria de estudantes universitários (56%) é composta de moças. Em que mulheres se afirmam na magistratura, na pesquisa científica, na política, no jornalismo. E, no momento em que as pioneiras do minismo passam a defender a teoria de que é preciso feminilizar o mundo e torná-lo mais distante da barbárie mercantilista e mais próximo do humanismo.

Por mim, acho que só as mulheres podem desarmar a sociedade. Até porque elas são desarmadas pela própria natureza. Nascem sem pênis, sem o poder fálico da penetração e do estupro, tão bem representado por pistolas, revólveres, flechas, espadas e punhais. Ninguém diz, de uma mulher, que ela é de espadas. Ninguém lhe dá, na primeira infância, um fuzil de plástico, como fazem com os meninos, para fortalecer sua virilidade e violência. As mulheres detestam o sangue, até mesmo porque têm que derramá-lo na menstruação ou no parto.

Odeiam as guerras, os exércitos regulares ou as gangues urbanas, porque lhes tiram os filhos de sua convivência e os colocam na marginalidade, na insegurança e na violência. É preciso voltar os olhos para a população feminina como a grande articuladora da paz. E para começar, queremos pregar o respeito ao corpo da mulher. Respeito às suas pernas que têm varizes porque carregam latas d'água e trouxas de roupa. Respeito aos seus seios que perderam a firmeza porque amamentaram seus filhos ao longo dos anos. Respeito ao seu dorso que engrossou, porque elas carregam o país nas costas.

São as mulheres que irão impor um adeus às armas, quando forem ouvidas e valorizadas e puderem fazer prevalecer à ternura de suas mentes e a doçura de seus corações. "Nem toda feiticeira é corcunda. Nem toda brasileira é só bunda.“

Texto: "Rita Lee"

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

CONTAGEM REGRESSIVA: 2008...

Olá!!
Que a partir de agora, comece uma nova contagem regressiva para o ano que se aproxima, para as novas escolhas que faremos, para novos amores ou simplesmente para a renovação do antigo amor... Que possamos ver além da aparência e acreditar que tudo é perfeito e sempre será.
Sejamos felizes... a vida passa rápido. Aproveitemos bem nossos momentos, os dias de sol. os dias de chuva, com amizade, amor e perfeição na medida que aconteçam, e não necessáriamente nessa ordem...São meus votos para esse novo ano...
Beijos e FELIZ ANO NOVO!!!

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

A recuperação (parte 4)

Foi lenta sua recuperação. Era necessário calma pois a reabilitação completa dessa mulher forte, dependia exclusivamente da boa alimentação, remédios e vontade.
Embora sua voz temporariamente fosse apenas uma vaga lembrança, logo virou um sussurro quase que inaudível para , algum tempo depois desabrochar novamente. A luta foi contínua e árdua.
Houve momentos de lutas e glória na vida deles. Ainda há, pois enquanto houver vida haverá lutas...
Logo depois ao nascimento do Felipe fomos morar sozinhos. O bairro era afastado, ficando longe tanto de uma sogra quanto de outra. Achávamos que com isso aprenderíamos a nos conhecermos melhor e a cuidarmos do sozinhos e do nosso jeito.
Vivíamos razoavelmente bem, mas o ciúme e a desconfiança rondavam o meu coração. Por mais que eu amasse o Alexandre, sempre via com desconforto o quanto ele era diferente de mim, e não entendia como poderia acontecer isso. Havia ainda para mim a possibilidade dele ter herdado hábitos de seu pai, que era mulherengo, alcoólatra e jogador compulsivo.
Não raramente me pegava pensando se ele não seria assim também, principalmente mulherengo.
Passei a ser uma pessoa obcecada por seu dia a dia. Telefonava várias vezes e em horas alternadas para que ele não soubesse da intenção que tinha de pegá-lo em algum deslize. Mas é claro que ele já sabia. Tínhamos discussões horríveis. Nos atacávamos verbalmente e constantemente, eu mais que ele. Não sei como sobrevivemos àquela época. Apenas uma explicação encontro para estarmos juntos até hoje: Seu grande amor por mim.
Eu era tão insuportável quanto minha mãe e minha irmã Ana eram com seus maridos.
Não sei a que horas, nem mesmo a partir de que momento comecei a perceber a semelhança sutil, ou não tão sutil assim, que existia entre nós, mas me lembro de ter pensado um dia, conversando com meu irmão Nilton, que precisava mudar para meu próprio bem e para o bem do Felipe e de meu marido. Aliás ele nunca me dava motivos para imaginar aquelas coisas que só faziam parte de minha cabeça. Ele saia de casa para trabalhar e voltava sempre nos horários programados. Não havia motivos para todo aquele sofrimento. Toda aquelas discussões que não levava a nada... Apenas mágoas.
Outro dia li uma frase que dizia assim: "Na vida há poucas alegrias e muitas desilusões...".
Não concordo com isso totalmente. Diria que a vida é feita com o tempero que você usa. Sem saber, naquela época comecei a usar os temperos certos para que não fosse minha vida nem tão triste, e nem tão solitária.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

**Prá tudo se dá um jeito...3**

Por incrível que pareça diante de tantos receios que tinha ao revelar ao Alexandre e principalmente ao meu pai que seriam pai e avô respectivamente, a expectativa de ser mãe era realmente o maior dos receios e os outros deixavam quase de existir.
Minha família recebeu a notícia creio eu, melhor que os pais dele, em especial sua mãe Tania, que praticamente criou seus três filhos sozinha tendo apenas a ajuda constante de seu próprio filho mais velho, que era o Alexandre. Meu sogro chorou quando soube que seria vovô, mas minha sogra disse que seria no máximo titia, pois não tinha ainda idade para ser avó.
Jamais poderei explicar o quanto nos magoamos com essa frase feita em tom de brincadeira em meio aos meus familiares. Jamais esquecemos desse detalhe, mesmo quando o Felipe nasceu e até os dias de hoje. Com isso aprendemos desde cedo o quanto não dizer nada vale ouro, quando não se tem nada de bom para se dizer...
Isso rendeu inimizades e desprezos futuros...Que poderia ter sido obviamente evitado.
Recentemente soube que meu irmão mais velho foi amamentado pela primeira vez por minha avó materna. Minha mãe me contou que isso fez com que o Carlos não aceitasse mais o peito, e assim minha vó insistia para que seu neto fosse deixado com ela para que pudesse cuidar dele melhor. É claro que minha mãe não aceitou, o que a ofendeu muito. A conclusão disso é que meu irmão teve que tomar mamadeira, pois não aceitava o peito de minha mãe, e talvez por isso tenha sofrido tanto logo mais.
O Carlos sempre foi inteligente e amoroso. Aos 12 anos montou um rádio praticamente sozinho. Feito grande para um menino que vivia num sítio longe da cidade grande. Mas lodo abandonou o curso por correspondência que fazia de eletrônica e foi trabalhar. Sempre trabalhador, não teve tempo de se ater aos estudos. Logo se casou, pois sua namorada estava grávida, isso tudo no finzinho da década de 70, quando ainda era um terror se casar grávida e imperdoável não se casar diante do fato. Maria sempre foi pau pra toda obra, mas era muito jovem quando se casou. Infelizmente a imaturidade vem acompanhada com erros gravíssimos quando outros dependem de nossa inteligência emocional que tanto se prega abertamente hoje em dia. Tiveram uma filha, a Lia e um filho, Jim. Quando se casaram moraram com a mãe dela por um tempo e depois foram morar com meus pais. Eu era pequena, mas ainda me lembro das discussões entre eles. Dizem que crianças não se lembram de quase nada antes dos seis anos, mas não é totalmente verdade. Meu marido, por exemplo, diz se lembrar de todas as vezes que seus pais se agrediam verbalmente ou até fisicamente. Já um primo seu achou melhor apagar da memória como se não tivesse acontecido com ele, já que seus pais viviam em condição igual ao dos pais do Lê.
Lembro-me de coisas, situações, cheiros, expressões peculiares que me fazem ter a recordação intensa de ontem. Algumas delas me fazem chorar. Outras me fazem rir. Todas elas me marcaram de certa maneira para sempre...
Ainda me lembro que Maria fazia esporadicamente as unhas das mulheradas perto de casa e Lia era apenas um bebezinho que comia papinha de frutas, dessas compradas em farmácias e supermercados. Uma vez inclusive fiquei impressionada ao ver como ela sugava o seio de Maria. Achava impossível que alguém pudesse gostar daquilo. “Leite humano, Blargh!”. Maria então tomou uma solução drástica: espirrou o leite em mim. Jurei ódio eterno a ela, que ria largamente com seu jeito de menina mulher. Bons tempos aqueles em que meu coração não conhecia o rancor nem a mágoa, apenas o amor por todos ali.
Meu casamento então foi uma maravilha. Meu irmão Nilton me deu uma festa em uma casa onde havia até mesmo uma piscina. Vejam só. Foram padrinhos todos os meus irmãos e alguns tios de outra cidade. Depois de tudo, fomos morar na casa dos pais dele, isto é, nos fundos, o que chega a dar no mesmo. Moramos ali até que o inquilino saísse da casa que sua mãe possuía em um bairro afastado tanto de meus pais quanto dos pais dele. Passei a gravidez toda passando mal e não me lembro de ter ficado mais que o necessário naquela casa enquanto transcorria minha gravidez. A maior parte dos dias ia para a casa de meus pais que naquela época cuidava dos filhos de minha irmã Ana, pois ela sofria de esquizofrenia, e ainda hoje toma medicamentos fortíssimos.
Tenho muita pena dessa minha irmã. Ela fez tudo o que podia para se casar com Oswaldo. Tudo mesmo, menos perder a virgindade. E olha que ela já tinha 27 anos. Como tenho certeza? No dia seguinte ao casamento entra em nossa casa uma Ana transtornada. Dizia que seu marido não havia sido tão delicado e que estava sangrando e com muita dor. Aparentemente ele não acreditou ser o primeiro homem dela. E aparentemente começa ali uma das maiores causas de seus problemas emocionais. A incompreensão, a revolta e o medo que se instalou nela de tomar uma atitude com o passar do tempo.
Quando ela teve seu primeiro filho o Breno, ficamos sabendo por um vizinho que freqüentemente ela apanhava do meu cunhado. Ao ser perguntado se era verdade ela respondeu que a culpa era dela, pois sentia ciúmes do marido e não queria que ele conversasse com ninguém ou saísse de casa sem ela.
Aí podemos ver como são as coisas. Não dá para saber exatamente o que realmente acontecia, mas sabemos que tudo levou a uma degradação física e moral dessa pessoa que antes era uma das mais lindas moças que haviam por aquelas bandas. Trabalhava em uma grande loja, sempre maquiada e com roupas caras feitas sob medida. Seu futuro com certeza era muito promissor. Quando começou a namorar meu cunhado, achou que era perfeito. Alguns meses depois começou a desconfiar que ele estava saindo com outra. Como ela tinha certeza, minha mãe me disse para ir com ela um dia atrás do Oswaldo e qual não foi a surpresa quando o vimos aos beijos com uma viúva que morava logo ali pertinho de casa. Terminaram então por uma semana mais ou menos. Até que ele foi conversar com ela e jurou que havia terminado seu relacionamento com a viuvinha.
Ela acreditou, mas ficou no seu pé a espera de um deslize.
Sobre isso tenho que dizer que nunca entendi direito. Nem mesmo hoje entendo. Se ela não acreditava mais nele acho que seu orgulho a fez aceitar se casar, e ir a lugares em busca de ajuda como, por exemplo, macumbeiras e benzedeiras. Ninguém em casa concordava com ela, na época todos éramos católicos fervorosos, então achávamos errado atingir um objetivo dessa maneira, mesmo que o objetivo em si fosse aparentemente a felicidade própria.
A verdade é que tínhamos medo que o feitiço virasse contra o feiticeiro. Dito e feito.
Minha irmã teve 3 filhos. Quase que um atrás do outro. Ela não tinha condições de se lembrar de tomar os cuidados sozinha para que evitasse engravidar. Meu cunhado nunca ligou para isso. Breno era lindo e gordo. Parecia um bonecão. Brincalhão e fofo. Depois veio a Patrícia que era linda como a descrição da branca de neve, só que seus cabelos eram mais claros. Por fim nasceu a Raila pequena e frágil... Chorava sem parar quando era bebê. Se tornou uma moça responsável e bela hoje. Aliás, os três para mim são vencedores. Agradeço muito a eles, pois a noção que tenho de ser mãe, devo muito aos dias em que enquanto minha irmã estava internada em uma “clínica de repouso”, cuidei deles juntamente com minha mãe. Estava grávida de meu primeiro filho então, mas minha alegria era todos os dias chegar à casa de meus pais e ver aqueles rostinhos. Eles nos chamavam de três patetas, como no filme. Mas ali éramos quatro. Meu pai, minha mãe, meu irmão Nilton e eu. Éramos realmente patetas por eles e faríamos qualquer coisa por esses três, sempre.
Depois de meu nascimento minha mãe não via fim às visitas aos médicos. Sempre fazendo exames e esperando o melhor momento de se fazer a operação, que muito ela temia. Precisaria ser feita em São Paulo, o que dificultava muito, pois não tinha quem ficasse com as crianças. Meu pai precisaria ir com ela e, a bem da verdade nenhum dos dois sabiam como chegar no hospital.
Foram dias e semanas sem fim esperando que o dia chegasse. E quando chegou o dia, pegaram um ônibus para São Paulo, levando consigo o pouco dinheiro que conseguiram juntar durante meses para esse dia tão temível.
Chegando lá, tiveram que ir a um posto do Inps, pois no hospital foram informados que a internação seria apenas na manhã seguinte. Nem mesmo posso imaginar qual não foi o desespero por não terem dinheiro suficiente para alugarem um quarto ou comerem algo, pois o dinheiro daria apenas para que meu pai voltasse daquela grande cidade. Em meio a tudo isso, encontraram um rapaz gentil que sabendo o que passavam naquele momento, tirou de sua carteira dinheiro suficiente para que passassem a noite e fizessem uma refeição em uma pensão perto do hospital. Meu pai diz até hoje com lágrimas nos olhos que se voltasse a ver aquele homem, lhe mostraria o quão bondoso havia sido naquele dia. Esse homem, um simples desconhecido fez por eles o que mais ninguém conhecido na época se propôs a fazer. Com o dinheiro então, alugaram um quarto muito simples e comeram pela primeira vez aquele dia: uma sopa ralíssima que mais parecia apenas caldo. Passaram frio pois ali tinham apenas lençóis, e ao acordarem foram direto ao hospital, onde minha mãe ficou por quase dois meses a espera que meu pai fosse buscá-la.
Enquanto ela lá se recuperava da operação onde foi retirado todo o osso do queixo e no lugar colocado uma prótese de silicone, aqui a vida estava difícil. Meu pai não conseguia juntar o dinheiro para as passagens, e, para complicar, fiquei doente e precisei de remédios e cuidados extras. Por mais de uma vez precisou durante aqueles dois meses dispor do dinheiro por causa da casa, de remédios e alimentação. Por muitas vezes chorou e clamou a Deus para que o ajudasse a ter forças. Por muitas vezes ele achava que a ajuda não viria...
Minha mãe ficava a maior parte do tempo só, a não ser esporadicamente quando vez ou outra um paciente ficava por ali junto no mesmo quarto. Todos se sensibilizavam sabendo da situação em que vivíamos aqui em nossa cidade, e brincavam com ela dizendo que meu pai não iria mais buscá-la. Ela não se chateava, mas tinha muito medo que a mandassem embora dali por já estar bem, e se isso acontecesse para onde iria?
Passou-se então dois meses e meu pai foi recebido com festa no hospital. Todos ficaram felizes ao verem minha mãe partir, e aqui ficamos felizes ao vermos seu retorno.

domingo, 22 de abril de 2007

Pra tudo se dá um jeito parte 2

***A barriga foi crescendo e a apreensão que sentia naturalmente aumentava a medida que começava a sentir os primeiros sintomas de um câncer. Seus dentes começaram a ficar moles e aparentemente seu queixo inchava muito sem motivo aparente. Não sentia dores. Apenas sentia que algo estava errado.
Quando chegou ao médico da cidade ele se assustou com o tamanho de seu queixo, e constatou que o bebê, isto é, eu estava bem e saudável. Depois da consulta rotineira disse a ela que era extremamente importante que se consultasse com um especialista para verificar o que poderia estar acontecendo com seus dentes e rosto.
Os médicos então descobriram um tipo raro de câncer chamado vulgarmente de tumor gigante. Vieram especialistas de São Paulo para vê-la. Todos os meses era preciso que se consultasse com os médicos, “até o bebê nascer”, diziam, quando marcariam finalmente a cirurgia. A cada ida à cidade, era humilhante para ela, e todos sabiam que só fazia para proteção do bebê.
Todos sabemos como as pessoas podem ser cruéis, mas as crianças são de certa maneira mais cruéis em sua ignorância, em minha opinião, que naturalmente vale menos que um grão de areia. O fato é que havia crianças que olhavam para ela e apontavam o dedo dando risadas e diziam: “ essa vai ter 2 bebês, um pelo queixo e outro pela barriga, né?”. A maioria das vezes a mãe repreendia, mas sempre tinha aquelas que achava graça da chacota dos filhos. Mas não eram apenas as crianças que a atormentavam. De fato seu rosto estava deformado pela doença. Seu queixo chegava na altura dos seios e realmente quem olhava dava a impressão que se encontrava com a barriga. Essa história sempre me emocionou...
Imaginá-la passando por isso e eu ali quietinha e quentinha em sua barriga protegida de todo o exterior, me incomoda até o dia de hoje. Era para ela ter chorado de raiva de mim por que grandes partes de seus problemas diminuiriam se eu não existisse naqueles momentos de terror.
Mas ela me amava e queria me proteger a todo custo daquela doença terrível. Quando eu nasci, os médicos aplicaram nela uma injeção para facilitar o parto que a deixou sonolenta. Segundo ela, antes de perder a consciência me mostraram a ela e a única coisa que achou ver é que eu tinha uma mancha horrível no rosto.

Ao acordar perguntou a enfermeira onde estava o bebê.
- A menina já vem, dona Gina. Seu marido está aí fora.
Era uma menina! Não acreditava no que ouvia. Menina, como a outra...
- Mas, ela tinha uma mancha escura no rosto, não tinha?
- Não, ela é branquinha, branquinha! Disse a enfermeira.
E realmente eu era normal. Transparente de tão branca. Não tinha cabelos, apenas uma penugem rala envolvia minha cabeça. Chamaram-me de Silvia e assim foi que eu nasci como a raspa de tacho desse casal incrível.

Quando conheci o Alexandre, meu marido, não tínhamos a pretensão de namorarmos, pois éramos apenas amigos de escola. Logo ele mudou seu horário na escola e, enquanto eu ainda estudava a noite e trabalhava durante o dia, ele passou a trabalhar a noite e estudar de manhã. Ficamos então um tempo grande sem nos ver, e qual não foi minha surpresa quando ele começou a freqüentar minha casa assiduamente vendendo roupas que sua mãe comprava em São Paulo. Virei freguesa e nos víamos com freqüência, o que nos levou a ficarmos próximos e assim a proximidade evoluiu para algo mais sério.
Meu pai achava que o Lê, era como eu chamava o Alexandre, por trabalhar com o pai dele esporadicamente como eletricista, e vendendo roupas para a mãe, não era um genro que ele esperava para sua filha mais nova. Desejava que ele tivesse um emprego fixo, pelo menos. Alem disso ainda havia o fato que seus pais eram separados legalmente, mas voltaram a morar juntos há algum tempo, tendo um relacionamento conturbado devido ao alcoolismo de seu pai. Aparentemente eram pessoas boas, mas que faltava o emprego fixo, isso faltava.

Após oito meses de namoro engravidei e sem saber a quem contar, desabafei-me com meu irmão, Nilton. Ele sempre foi um irmão maravilhoso. Me defendia quando eu tinha razão e os outros não, e me chamava a atenção quando acontecia o contrário. Não conhecia ninguém com quem eu quisesse parecer a não ser ele. Sensatez, educação, caráter, e humildade, além de inteligência fora do comum, eram apenas algumas de suas qualidades.
Ele na verdade se tornou o centro da irmandade. Falando assim até se parece com seita, é verdade, mas ele realmente foi a pessoa a quem mais recorríamos em horas de necessidade, não material, mas de conselhos. Ele fazia com que víssemos que sempre havia uma maneira melhor de conseguir as coisas, e mais de um jeito para nos perdermos dela.
Assim é como via meu irmãozinho que hoje tanta falta me faz... Pois a vida toma rumos em que nos perdemos a maior parte dos dias, sem termos o tempo necessário para o amor fraterno e familiar.

Quando ele soube que seria tio, a primeira impressão que tive foi que ele levou o maior susto de sua vida, mas depois percebi que a preocupação por meu estado geral ganhou força em seu coração e racionalmente agiu como apenas um pai faria. Perguntou-me se eu me casaria e se o Lê sabia. Como disse antes ele ainda não sabia, pois ainda que eu sentisse um amor especial por ele jamais tive certeza absoluta que me amasse o suficiente para se casar por nós e não apenas por causa do bebê. Diante de todo esse drama meu irmão me aconselhou a contar para ele e consultar um médico imediatamente para exames e acompanhamento. Assim percebi que teria todo o apoio de que tanto necessitava e esperava. Nada mais me dava medo. Eu tinha alguém do meu lado.

Meu irmão Nilton tinha uma namorada tão inteligente quanto ele. A Luciana se mostrou uma pessoa maravilhosa e amiga nessa situação nova em que eu vivia. Me ajudou mais do que ela mesma poderia imaginar. Andou por dias e dias comigo a procura de um vestido de noiva que não fosse tão caro mas fosse de meu agrado, e o mais importante, me acompanhou ao médico juntamente com minha mãe. Foram elas as primeiras pessoas a verem o coração do Felipe batendo dentro de mim através do ultra-som. Minha gravidez contava então de 15 a 20 dias.

terça-feira, 10 de abril de 2007

Pra tudo se dá um jeito

Meus pensamentos voavam desde cedo...

Seus olhos exibiam uma tênue luz, daquelas que só se vêem em um quarto escuro onde a porta está semi aberta, e por onde entra um feixe de luz amarelada. Exibiam acima de tudo a bondade e o exato Amor que apenas um Pai ou uma Mãe exibem verdadeiramente. Mas não todo Pai e nem toda Mãe são capazes de algo assim... Pensei ali, naquele momento que um dia talvez eu seria assim, despojada de propósitos próprios, amorosa e uma pessoa voltada para a família.
Eu tinha 6 anos na época em que meu pai me acordava logo de madrugada quando o sol era apenas uma idéia fraca de luz quente. Às vezes a cerração cobria grande parte do bairro que mais parecia um grande morro, e não dava para distinguir onde estavam as pequenas casinhas de tábua que se aglomeravam sem pudor algum. Uma ou outra vez passava algum morador que se dirigia ao ponto de ônibus rumo ao trabalho e cumprimentava meu pai, que entre a tosse interminável e uma tragada de cigarro respondia com um aceno de cabeça.
Eu ainda posso sentir o cheiro de cigarro misturado ao cheiro de sabonete e café que meu pai tinha quando eu era pequena... E embora todos fôssemos humildes, éramos felizes, e não sabíamos.
Em nossa casa havia sempre muita gente. Pessoas que iam e vinham todos os dias em busca de papo furado, ou de conversa mais séria... E de vez em quando havia uma vizinha falando das manchetes do dia daquele bairrinho. Quando havia criança eu brincava, quando não havia, brincava do mesmo jeito. Não havia televisão que me segurasse no sofá, a não ser se estivesse com febre ou algo parecido.
Quando chovia muito minha casa se transformava em um pequeno rio, fato que aborrecia e muito os meus pais e irmãos, embora eu achasse muito divertido.
Minha mãe conheceu meu pai no sítio onde moravam, e ela lavava suas roupas e ajudava minha avó, uma italiana forte tanto de personalidade quanto fisicamente falando. Logo, em meio a explosões de felicidade e problemas que invariavelmente o amor nos trás, tiveram que enfrentar meu avô materno que logicamente almejava um partido melhor para qualquer de suas filhas, senão todas elas, e não um pobretão como meu pai, sem eira nem beira.
Graças a Deus, minha mãe bateu o pé e então em um certo dia, se casaram e viveram felizes na maior parte do tempo, acho...


Leon se arrumava para o casamento e pensava o quanto seria bom se seus pais ainda fossem vivos... Ele pelo menos teria orgulho por ver que seu filho se casava com uma moça linda, prendada e de família boa.
Lembrou-se daquele dia fatídico em que seu pai foi morto por um assassino covarde. Tinha apenas 6 anos. Época difícil em que quem possuía um pedaço de terra, também tinha que ter capangas para protegê-las de seus vizinhos maiores e gananciosos... ou simplesmente, de ladrões.
Depois do assassinato de seu pai e madrasta, ficaram todos sozinhos, tantos filhos órfãos deixados a Deus dará... Foi preciso vender o sítio por um dinheiro miserável que mal deu para passarem um ano sequer...
Mas agora ele estava se casando... Com a Gina, uma moça linda e boa. Tudo daria certo.
Em outra casa, uma moça de cabelos cor de mel e olhos da mesma cor, vivia um momento lindo de plenitude, só quebrada uma vez ou outra pelos xingamentos de seu pai que ainda não acreditava que uma de suas filhas se casaria com um João-ninguém. “Amor não enche a barriga, viu?”, gritava ele. O fato é que estava feliz por se ver livre daquela casa, onde tanto apanhavam por motivo qualquer e por motivo nenhum também. Sua avó também chegou a ser agredida várias vezes por seu pai. E sua mãe, coitada! Sofria com as escapadelas dele e de suas agressões que machucavam e deixavam marcas que jamais seriam esquecidas nem mesmo pelo agressor.
Sentia-se linda naquele vestido, com aquela grinalda... Talvez jamais houvesse outra chance como aquela de ser feliz com aquele que amava. “Ah, Leon...”, cantarolava...


Passou-se 11 meses e Gina acabava de ter seu primeiro filho, Carlos. Era um bebê lindo, quase um anjo, com olhos claros, pele branca e rosada, cabelos ralos e louros, quase avermelhados em alguns lugares.
Tinha resolvido que seria melhor ter o bebê na casa de seus pais por insistência de sua mãe.
Jamais sofrera tanta dor assim. Não imaginava, embora já tivesse visto partos, que fosse tão difícil ter um na pele. “Ainda bem que o Leon achou a parteira aquela hora da noite, ou, sabe se lá...” Pensava...
_ Gina! Estou falando coce! Ta me ovindo não? Ta passano mar, fia?
Olhou para sua mãe e pensou o quanto aquela mulher era forte, e desejou ser como ela.
_Eu to bem mãe, a senhora não se percupe... Tô apenas cansada e percupada co nenê.


Na verdade ela não entendia algumas coisas que lhe aconteciam, como por exemplo, a raiva que sentia sempre que seu marido conversava com quem quer que fosse. Seria como se ele desse mais às pessoas que a ela mesma, que era para ser a mais importante pessoa de sua vida. Por que dar mais importância aos outros que a ela? Por que perder tempo com outros enquanto poderiam estar juntos? Voltou seus pensamentos ao filho que acabou de nascer, desejando que ele fosse o principio de mudanças boas em suas vidas...


Meus pais tiveram ainda mais cinco filhos. O segundo bebê a nascer foi Neide. Depois vieram Ana, o Nilton e a Vera que faleceu devido à pneumonia trinta dias após seu nascimento. Para continuar minha história devo relatar como aconteceu esse infortúnio que talvez tenha sido o que desencadeou a história de minha vida e de toda minha família.
Minha irmã Vera nasceu saudável e linda, como todos os bebês devem nascer. Após alguns dias começou a ter febre e tosse, acompanhada de diarréia. Foi levada ao hospital e lá ficou até sua morte, ao completar um mês de vida. Meu pai foi a única pessoa em seu enterro. Carregou com emoção aquele caixãozinho branco para o cemitério. Minha mãe não acreditava em como podia ter acontecido aquilo. No dia seguinte mesmo debaixo de chuva e baixíssima temperatura, se pôs a voltar ao trabalho na lavoura. Ficou muito tempo inconformada e vivendo aos prantos, chorando por sua filhinha que por tão pouco tempo carregou em seus braços.
Foi então que se descobriu grávida novamente. A alegria e esperança se misturavam com a promessa que fez a algum santo se essa criança fosse menina como a outra. Assim começa minha história e a história de duas pessoas que são importantes para muita gente.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Dieta...

Querido Diário,
Hoje começo a fazer dieta. Preciso perder 8 kg. O médico aconselhou a fazer um diário, onde devo colocar minha alimentação e falar sobre o meu estado de espírito.
Sinto-me de volta à adolescência, mas estou muito empolgada com tudo. Por mais que dieta seja dolorosa, quando conseguir entrar naquele vestidinho preto maravilhoso, vai ser tudo de bom.

***

Primeiro dia de dieta:
Um queijo branco. Um copo de diet shake. Meu humor está maravilhoso. Me sinto mais leve. Uma leve dor de cabeça talvez.

***
Segundo dia de dieta:
Uma saladinha básica. Algumas torradas e um copo de iogurte. Ainda me sinto maravilhosa. A cabeça doi um pouquinho mais forte, mas nada que uma aspirina não resolva.

***

Terceiro dia de dieta:
Acordei no meio da madrugada com um barulho esquisito. Achei que fosse ladrão. Mas, depois de um tempo percebi que era o meu próprio estômago. Roncando de dar medo. Tomei um litro de chá. Fiquei mijando o resto da noite.

Anotação: Nunca mais tomo chá de camomila.


***


Quarto dia de dieta:
Estou começando a odiar salada. Me sinto uma vaca mascando capim. Estou meio irritada. Mas acho que é o tempo. Minha cabeça parece um tambor. Janaína comeu uma torta alemã hoje no almoço. Mas eu resisti.

Anotação: Odeio Janaína

***

Quinto dia de dieta:
Juro por Deus que se ver mais um pedaço de queijo branco na minha frente, eu vomito! No almoço, a salada parecia rir da minha cara. Gritei com o boy hoje! E com a Janaína. Preciso me acalmar e voltar a me concentrar. Comprei uma revista com a Gisele na capa. Minha meta. Não posso perder o foco.


***
Sexto dia de dieta:
Estou um caco. Não dormi nada essa noite. E o pouco que consegui, sonhei com um pudim de leite. Acho que mataria hoje por um brigadeiro..

***


Sétimo dia de dieta:
Fui ao médico. Emagreci 250 gramas.
Tá de sacanagem! A semana toda comendo mato. Só faltando mugir e perdi 250gramas! Ele explicou que isso é normal. Mulher demora mais emagrecer, ainda mais na minha idade. O FDP me chamou de gorda e velha!

Anotação: Procurar outro médico.


***

Oitavo dia de dieta:
Fui acordada hoje por um frango assado. Juro! Ele estava na beirada da cama, dançando can-can.

Anotação: O pessoal do escritório ficou me olhando esquisito hoje, Janaína diz que é porque estou parecendo o Jack do "Iluminado".


***

Nono dia de dieta:
Não fui trabalhar hoje. O frango assado voltou a me acordar, dançando a dança-do-ventre dessa vez. Passei o dia no sofá vendo tv. Acho que existe um complô. Todos os canais passavam receita culinária. Ensinaram a fazer Torta de morangos, salpicão e sanduíche de rocambole.

Anotação: Comprar outro controle remoto, num acesso de fúria, joguei o meu pela janela.

***

Décimo dia de dieta:
Eu odeio Gisele B.


***

Décimo-primeiro dia de dieta:
Chutei o cachorro da vizinha. Gritei com o porteiro. O boy não entra mais na minha sala e as secretárias encostam na parede quando eu passo.

***


Décimo-segundo dia de dieta:
Sopa.

Anotação: Nunca mais jogo pôquer com o frango assado. Ele rouba.

***


Décimo-terceiro dia de dieta:
A balança não se moveu. Ela não se moveu! Não perdi um mísero grama! Comecei a gargalhar. Assustado, o médico sugeriu um psicólogo. Acho que chegou a falar em psiquiatra. Será que é porque eu o ameacei com um bisturi?

Anotação: Não volto mais ao médico, o frango acha que ele é um charlatão.


***

Décimo-quarto dia de dieta:
O frango me apresentou uns amigos. A picanha é super gente boa, e a torta, embora meio enfezada, é um doce.

***

Décimo-quinto dia de dieta:
Matei a Gisele B! Cortei ela em pedacinhos e todas as fotos de modelos magérrimas que tinha em casa.

Anotação: O frango e seus amigos estão chateados comigo. Comi um pedaço do Sr. Pão. Mas foi em legítima defesa. Ele me ameaçou com um pedaço de salame.


***

Décimo sexto dia:
Não estou mais de dieta. Aborrecida com o frango, comi ele junto com o pão.E arrematei com a torta. Ela realmente era um doce...


Frase do dia:

"Estou fazendo a dieta da sopa... Deu sopa eu como!"


Valeu Glaucia!!!

Bjs no coração.

quinta-feira, 29 de março de 2007

Hilário, mas nem tanto...

ASSALTANTE BAIANO
Ô meu rei... ( pausa )
Isso é um assalto. ( longa pausa )
Levanta os braços, mas não se avexe não...( outra pausa )
Se num quiser nem precisa levantar, pra num ficar cansado ....
Vai passando a grana, bem devagarinho ( pausa pra pausa )
Num repara se o berro está sem bala, mas é pra não ficar muito pesado.
Não esquenta, meu irmãozinho, ( pausa )
Vou deixar teus documentos na encruzilhada .

ASSALTANTE MINEIRO
Ô sô, prestenção
issé um assarto, uai.
Levantus braço e fica ketin quié mió procê.
Esse trem na minha mão tá chein de bala...
Mió passá logo os trocados que eu num tô bão hoje.
Vai andando, uai ! Tá esperando o quê, sô?!

ASSALTANTE CARIOCA
Aí, perdeu, perdeu, mermão
Seguiiiinnte, bicho
Tu te fu. Isso é um assalto
Passa a grana e levanta os braços rapá ..
Não fica de caô que eu te passo o cerol....
Vai andando e se olhar pra tras vira presunto

ASSALTANTE PAULISTA
Pôrra, meu .
Isso é um assalto, meu
Alevanta os braços, meu
Passa a grana logo, meu
Mais rápido, meu, que eu ainda preciso pegar a bilheteria aberta pra
comprar o ingresso do jogo do Sun Paulo, meu . Pô, se manda, meu


ASSALTANTE GAÚCHO
O gurí, ficas atento
Báh, isso é um assalto
Levanta os braços e te aquieta, tchê !
Não tentes nada e cuidado que esse facão corta uma barbaridade, tchê.
Passa os pilas prá cá ! E te manda a la cria, senão o quarenta e quatro fala.


ASSALTANTE DE BRASILIA
Querido povo brasileiro, estou aqui no horário nobre da TV para dizer que no final do mês, aumentaremos as seguintes tarifas: Energia, Água, Esgoto, Gás, Passagem de ônibus, Imposto de renda, Lincenciamento de veículos, Seguro Obrigatório, Gasolina, Álcool, IPTU, IPVA, IPI, ICMS, PIS, COFINS...


Esta mensagem foi enviada por Aline Arregados.

Aline, beijo.

terça-feira, 6 de março de 2007

As pessoas me perguntam se sou contra ou a favor da pena de morte...
É dfícil escolher se uma pessoa viverá ou morrerá em minhas mãos. A vida não é um simples pudim de leite condensado que pensamos em deixar para lá para não engordarmos. Se tivese que escolher entre matar ou morrer preferia viver, então me olham com uma indisfarçável expressão de raiva por não ser capaz de escolher.
Vamos colocar assim: se eu tivesse uma arma em casa e entrasse um ladrão eu sem pestanejar atiraria nele, pois não quero ser morta, nem ser violentada ou algo do gênero. Mas, acredito também que as penas não são justas e por outro lado as pessoas não fazem realmente muita coisa para mudar as legislações. Comentei com o Felipe outro dia que sinto saudades daquela palhaçada que nós jovens participamos contra o Collor. Foi maravilhoso e marcou muito... Assim como marcou o fato do povo ter esquecido tudo e ajudado vários escrotos da vida pública voltar a ativa. Nós elegemos, nós nos ferramos!!!
Ah!!! Nós nos esquecemos... facilmente.
Assim como a maioria que realmente importa esquecerá em breve todos esses problemas que envolve a opinião pública. Afinal oque importa não é ser ou não contra a pena de Morte. è ser a favor de nossa própria vida.

Kansas - Dust in the wind





Khansas
Dust in the wind

I close my eyes
only for a moment
then the moment's gone
all my dreams
pass before my eyes, a curiosity
dust in the wind
all they are is dust in the wind

Same old song
just a drop of water
in an endless sea
all we do
crumbles to the ground
though we refuse to see
dust in the wind
all we are is dust in the wind, ohh

Now, don´t hang on
nothing lasts forever
but the earth and sky
it slips away
And all your money
won`t another minute buy
Dust in the wind
all we are is dust in the wind(x2)
dust in the wind
everything is dust in the wind(x2)
The wind